18 novembro 2010



Disseram-me que o amor é tipo leite. Que estraga, que só é bom quando nós desejamos enquanto ele ainda está na prateleira, depois quando abrimos perde toda a graça. Eu não concordo. O amor não é leite. O amor faz-nos sentir coisas que nós nunca tinhamos sentido antes. Tudo à nossa volta fica mais bonito, mais excitante e mais desejável, tira um pouco a nossa atenção, deixa-nos as bochechas coradas, os olhos brilhantes. O raciocínio também já não é mais o mesmo. Apaga da nossa memória tudo aquilo que desejamos não lembrar. Ficamos mais emotivos e mais sensíveis, mesmo quando perdemos alguns sentidos. Isso é óptimo e o amor deixa-nos exactamente assim. E mesmo sofrendo não aprendemos a lição. Depois nós apaixonaremos mais uma vez pois o instinto é maior do que qualquer condição.